14/09/2022 às 13h49min - Atualizada em 15/09/2022 às 02h36min

Sindicato alerta prejuízo à população com possibilidade de greve dos enfermeiros

Edital de convocação de assembleia foi publicado pela categoria; SINDHOSFIL defende união de forças na luta

SALA DA NOTÍCIA Assessoria de Imprensa

 

Em publicação na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (14), a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) retifica convocação aos Sindicatos de Enfermeiros em todo país, a realizarem assembleias com suas bases estaduais para estabelecimento de estado geral permanente de mobilização/greve, com indicativo de paralisação nacional para o dia 21 de setembro, referente à suspensão da lei do Piso da Enfermagem, que está em análise do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da falta de indicação de recursos para custeio.

O SINDHOSFIL/SP (Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo) alerta que levantar a possibilidade de paralisação é medida precipitada da categoria, uma vez que a questão está sendo analisada em instância superior na busca por uma solução, e decretar greve, mesmo que cumprindo um contingente mínimo de profissionais para atendimento, prejudicará a assistência à população.

O presidente do SINDHOSFIL/SP, Dr. Edison Ferreira da Silva, ressalta que as manifestações da categoria são claras e compreensíveis, mas que é preciso a união de forças para que seja possível solucionar o entrave. “Não somos inimigos da Enfermagem, muito pelo contrário, merece todo o nosso respeito, mas os prestadores de saúde esperam mais do que a decisão do Supremo Tribunal Federal, esperam também a sustentabilidade da prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, fala. “É preciso que o parlamento indique recursos suficientes para que possamos honrar esse compromisso com os enfermeiros e que sejam, de maneira urgente, revistos os tetos financeiros para viabilizar esses pagamentos, além de um novo modelo de financiamento ao setor de saúde”, completa.

Ferreira reforça que enquanto é aguardada a decisão do STF, atendimentos não devem ser reduzidos e nem demissões programadas. “É necessário estabelecer um diálogo fraterno e franco com os representantes da classe, expondo o sentimento e a angústia do setor de saúde, e devemos engajar não só os trabalhadores da Enfermagem, mas todos os profissionais de saúde para uma luta única, em defesa da remuneração justa, do orçamento adequado, de um novo modelo de financiamento, do reajuste de tabela de procedimentos do SUS, do aumento de teto e da prestação de serviço de qualidade para a saúde dos brasileiros”, conclui o presidente do SINDHOSFIL/SP.

 

 


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