23/09/2021 às 15h28min - Atualizada em 23/09/2021 às 16h00min

Heróis do esporte brasileiro contam como a educação física fez a diferença em suas vidas

Bernardinho, Fê Garay e Daniel Dias deram depoimentos emocionantes na abertura do Liga Nescau Summit, congresso on-line gratuito, voltado para os profissionais da área, onde participam ao lado de outros grandes nomes do esporte e paradesporto nacional

SALA DA NOTÍCIA Rafael De Marco
Quando vemos Fe Garay descer o braço no ataque e ajudar o Brasil a conquistar a prata na Olimpíada de Tóquio, o nadador Daniel Dias conquistar 27 medalhas paralímpicas ou Bernardinho no comando de grandes equipes, natural sentir orgulho do talento e superação dos atletas. Isso é justo e merecido. Mas vale ressaltar que esse sucesso é a ponta de um iceberg que começou a ser formado nas aulas de educação física na escola. Quem conta são eles próprios.

“Tenho um carinho especial pelo meu primeiro professor, o José Wagner. Quando comecei, o grande desafio para esse educador foi me incluir nas aulas de educação física. E não foi pelo caminho fácil, que seria me chamar para ajudar ou  apitar. Ele me colocou para jogar futebol. A verdade é que ninguém queria me escolher, e aí eu encarava o preconceito. E esse professor soube lidar com isso de uma maneira muito leve, natural. Eu entrei, joguei, e ele orientava os outros meninos a tocarem a bola para mim e, com tudo isso, comecei a me desenvolver”, conta Daniel, que completa: “A educação física era um momento incrível e fez uma grande diferença no momento que eu estava passando, de preconceito, coisas que estavam me ferindo, mas a ferramenta esporte foi espetacular. Aquele educador físico, com um simples jogo de futebol fez uma grande diferença na minha vida. E eu pude vencer as batalhas, os obstáculos porque ele adaptou muita coisa. Uma vez, até fui tirar par ou impar e escolher o time.”

Para Fe Garay, o professor de educação física é um dos primeiros influenciadores das crianças. “Me lembro da professora Carmem, em Porto Alegre. A educação física era uma aula muito esperada. Eu não vai a hora de a bola subir, e eu não joguei só vôlei, não. Recordo com muito carinho dela, que depois manteve contato com a minha família. Acredito que ela via potencial em mim e depois vibrou quanto eu escolhi ser uma atleta. Sei o quanto a educação física é importante e precisamos valorizar o professor, que é a alma de tudo isso”, afirma a atacante da seleção brasileira.

Daniel e Fe Garay não foram os únicos a falar com carinho dos primeiros professores. Ambos participaram de um debate, que contou também com a presença de Ana Moser e da professora Katia Rubio. Ambas também contaram como o esporte na escola ajudou a moldar suas vidas na abertura do Liga NESCAU® Summit, congresso digital voltado para os profissionais de educação física. A conversa entre o quarteto precedeu uma palestra de Bernardinho, que também recordou lições de um dos primeiros treinadores.

Bernardinho lembra do primeiro treinador - “Você, muitas vezes, não sentiu raiva daquele professor que te cobra, pega no seu pé? E depois, passado um tempo, você pensa: se não fosse por ele, eu não teria chegado onde cheguei. Meu primeiro treinador, o Bené (Benedito da Silva), que também formou jogadores como o Bernard, Badalhoca, Fernandão, me ensinou tantas e tantas coisas, mas confesso que, muitas vezes, eu queria matá-lo, porque ele era muito duro comigo. Anos depois, eu já era treinador da seleção feminina e, portanto, já o compreendendo mais, tomei coragem e perguntei por que toda vez que eu brigava com meu irmão mais velho na quadra, somente eu era mandado mais cedo para o chuveiro. Ele me respondeu: 'Se eu mandasse seu irmão embora, ele nunca mais ia voltar. Ele só estava ali pelo lazer. Já você queria tanto, que voltava todas as vezes. E tenho certeza de que se eu não tivesse te desafiado e você não tivesse resistido ao desafio, com o seu pouco talento, não teria chegado a lugar nenhum'. Olha a sabedoria do meu velho treinador. E eu realmente era um jogador esforçado, um jogador ok, mas sem grande talento. E ele sabia que eu queria muito me tornar um atleta. Portanto, nós educadores físicos não vamos nos acomodar. Vamos sempre buscar uma coisa melhor, aprender, se desafiar, e crescer”, ensina Bernardinho.

A narradora Renata Silveira, mediadora do debate e formada em educação física, também revelou detalhes de sua relação com a atividade física. “A aula de educação física era minha favorita e foi por causa da escola - e do meu pai, que me levava ao estádio – o surgimento de minha paixão pelo esporte”. A abertura do Summit contou ainda com uma atividade prática, apresentada por Ana Moser. A ex-jogadora, medalha de bronze olímpica pela seleção brasileira e criadora do Instituto Esporte & Educação (IEE) é curadora do congresso. “Esse evento veio para fazer a diferença na vida do profissional de educação na sua missão de ensinar e formar pessoas. Criança e movimento são sinônimos, o desafio é qual oportunidade vamos dar. O lugar de todos é fazendo esporte e precisamos batalhar para que isso ocorra”, completa.

Inscrições seguem abertas - Após o início em grande estilo do Liga NESCAU® Summit, que movimentou o ambiente digital com a transmissão pela plataforma www.liganescau.com.br na quarta-feira (22), o evento prossegue semanalmente até 3 de novembro. Na próxima semana, novamente na quarta (29), a partir das 19h, tem mais uma rodada. O tema principal será “Saúde mental, psicologia e comportamento humano voltado ao esporte”.

Os profissionais de educação física interessados ainda podem participar do Liga NESCAU® Summit. O evento é 100% on-line, gratuito e as inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas no site do evento: www.liganescau.com.br.

“Esse congresso foi criado para valorizar os profissionais de educação física, que merecem muito. Acredito que perseverar é o que melhor define esse professor, a sua energia, a sua capacidade de se reinventar nos momentos mais graves que vivemos por conta da pandemia e fazer as aulas on-line, não deixando a peteca cair mesmo com todo mundo em casa. Fizeram a garotada se movimentar e agora vamos em frente, cada vez mais unidos para levar os valores do esporte a todos. Vamos nos inspirar com as feras que integram a equipe do Summit e incluir cada vez mais pessoas, por aqui, como atesta o lema de NESCAU, todo mundo joga”, declara Abner Bezerra, Head de Marketing de NESCAU® e Bebidas da Nestlé Brasil.

Mais estrelas do esporte - Além de nomes consagrados do esporte brasileiro escolhidos para a abertura do Summit, o congresso já tem confirmados os embaixadores da marca - a ginasta Flavinha Saraiva, a nadadora Etiene Medeiros, a corredora paratleta Verônica Hipólito, o ex-jogador de futsal Falcão, o armador do basquete Yago -, o treinador Luizomar de Moura, o ex-nadador Gustavo Borges, a ex-jogadora de basquete Magic Paula, a ex-jogadora de vôlei Jackie Silva, entre outras surpresas.

Em tempos de educação à distância, o Summit terá também dicas de produtores de conteúdo digital e das principais plataformas de redes sociais. O evento também contará com profissionais da dança, como Carlinhos de Jesus e Ana Botafogo, e empresários ligados ao esporte, como o head da NBA Brasil, Rodrigo Vicentini.

Congresso com certificação - Além de profissionais da área, estudantes de educação física também podem participar do Summit. Todos os inscritos estarão habilitados a receber certificação emitidas pelo Instituto Esporte & Educação (IEE), desde que cumpridas as exigências básicas, como carga horária mínima.

Confira os temas desenvolvidos para cada encontro virtual do Summit:

29/9
Saúde mental, psicologia e comportamento humano voltado ao esporte.

6/10
Criatividade e inovação para a prática esportiva.

13/10
Updates técnicos sobre modalidades esportivas.

20/10
Liderança e empreendedorismo para professores de educação física.

27/10
Diversidade e inclusão no esporte

3/11
Tecnologia, games e plataformas sociais voltadas para a educação física.

Nova Plataforma - O Summit inaugura o novo conceito da Liga NESCAU® em 2021. A marca de achocolatados da Nestlé iniciou a organização de uma competição poliesportiva em 2015. Ela cresceu, evoluiu e tornou-se a primeira a incluir meninos e meninas, juntos, em modalidades esportivas convencionais e paradesportivas. Em seis anos de vida, impactou mais de 34 mil crianças e jovens. Agora, amplia o foco. Mira também no profissional de educação física e migra da condição de competição para uma plataforma esportiva 360.
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