20/09/2021 às 17h05min - Atualizada em 20/09/2021 às 17h05min

Ribas do Rio Pardo: um canteiro de obras onde 'tudo virou ouro'

é um verdadeiro canteiro de obras. São quadras inteiras só de casas sendo levantadas do zero e ao mesmo tempo

- João Tavares
Info Ribas Ms
Reprodução

O Jornal Midiamax esteve na cidade para conferir os detalhes de toda movimentação causada pelo início das obras para instalação de uma das maiores indústrias de celulose do mundo, a Suzano, que deve ficar pronta no primeiro trimestre de 2024. Quando entrar em operação, a nova fábrica terá 3 mil postos de trabalho, entre próprios e terceiros, atendendo as operações industrial e florestal.


Este é um dos maiores investimentos privados do Brasil, se não o maior em curso no País, na ordem de R$ 14,7 bilhões. Um projeto dessa magnitude gera mudanças significativas na cidade, muitas delas já começaram a ocorrer, como o aquecimento do comércio, do setor de serviços, abertura de restaurantes, de hotéis, entre outros.


Logo na entrada de quem chega por Campo Grande, na BR-262, é possível ver quase um bairro apenas com construções, o bairro Estoril. Os mais displicentes podem confundir o espaço com construções de casas populares pela quantidade, mas não, elas são diferentes entre si e com finalidades distintas também. 


O "boom" imobiliário de Ribas é só mais um dos reflexos imediatos da chegada da megaempresa. O anúncio feito há alguns meses e o início das obras têm movimentado a economia local de um jeito nunca antes visto.


A Prefeitura Municipal, inclusive, pediu ajuda ao Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) para levantar a quantidade de obras que estão sendo realizadas na cidade, dado que o aparato do Poder Público não tem condições de acompanhar.


“Por cima, mensuramos mais de 200 obras ao mesmo tempo, entre reformas e construções”, conjectura o prefeito João Alfredo Danieza (PSOL).


Venda de materiais

Agnelo Carneiro de Lima, de 55 anos, é dono de uma loja de material de construção há 13 anos em Ribas. Feliz pelo aumento imediato de 20% em seu movimento, ele admite que a cidade ainda não tem estrutura para atender à demanda atual, muito menos a que virá.


“A cidade tinha uma carência, a própria população está investindo, mas ainda estamos meio perdidos”, explica. Ele atende principalmente clientes menores, que por sua vez investem na cidade com a expectativa gerada pela Suzano.


Mesmo envolto a algumas dúvidas, o empresário está investindo. Ele comprou um terreno ao lado da sua loja para aumentar o depósito. “Preciso aumentar minha estrutura de estoque para atender principalmente essas obras na cidade”.


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