13/09/2021 às 15h26min - Atualizada em 13/09/2021 às 15h26min

Suzane Von Richthofen deixará prisão para cursar faculdade de Farmácia

Condenada a 39 anos em razão do envolvimento no assassinato de seus pais, Suzane cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé

Por Jornal Opção

Suzane Von Richthofen conseguiu autorização da justiça para deixar a prisão com a finalidade de frequentar um curso superior. Ela vai cursar Farmácia, na Universidade Anhanguera, em Taubaté. A presidiária poderá deixar a unidade prisional a partir das 17h e voltar às 23h55. Condenada a 39 anos em razão do envolvimento no assassinato de seus pais, Suzane cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé.

A decisão que autorizou Suzane a deixar o presídio para fazer o curso superior partiu do desembargador José Damião Pinheiro Machado, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o entendimento do magistrado, Suzane preenche os requisitos exigidos para poder deixar a cela para estudar em um ambiente externo ao presídio. Também pesou na decisão o fato dela estar presa há 19 anos, cumprindo pena em regime semiaberto e “não registra qualquer falta prisional”.

Em junho de 2016, o TJSP já havia autorizado que ela saísse da cadeia para fazer faculdade presencial, mas, na época, não conseguiu cursar pois não tinha como pagar a mensalidade. Agora, o desembargador entendeu que não se deve procrastinar mais a autorização que anteriormente fora deferida, já que mantida “a mesma situação, com bom comportamento carcerário, é seu direito”.

Suzane está presa desde 2004 e cumpre pena na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier. A presa obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015 e desde então tem benefício a saídas temporárias. Ela também pode deixar a unidade para trabalhar ou estudar, mas depende de autorização da Justiça.

Outras tentativas de estudar
No últimos anos, Suzane vem tentando iniciar uma faculdade, mas sem sucesso. Em 2020, ela conseguiu uma vaga pelo Sisu no curso de Gestão de Turismo, no Instituto Federal de Campos do Jordão (SP).

Suzane se matriculou, mas não chegou a cursar as aulas por não ter sido autorizada pela Justiça para deixar o presídio.
Em 2017, a presa foi aprovada para o curso de administração em uma instituição católica em Taubaté. Para custear a mensalidade, ela pleiteou o financiamento pelo Fies e foi contemplada. Apesar disso, não concluiu a matrícula.

Já em 2016, a presa recebeu autorização para cursar uma outra graduação. À época, ela tentava frequentar as aulas do curso de administração em uma universidade particular. Com medo do assédio fora da prisão, ela pediu à Justiça para fazer o curso online, mas por falta de recursos tecnológicos e aparato no presídio, teve o pedido foi negado


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