10/09/2021 às 18h53min - Atualizada em 11/09/2021 às 00h00min

Matemática e Biologia: professora leva calculadora de poluição para aula e alunos aprendem a contabilizar emissões de gases

SALA DA NOTÍCIA Thamiris Galhardo
Arquivo Pessoal
A bióloga e professora Carolina de Brito Maciel, da periferia da Zona Oeste do Rio de Janeiro, trouxe a conscientização ambiental para sala de aula com um novo formato: por meio de uma calculadora de poluição (CO2) para reforçar o aprendizado da matemática e mostrar a importância da redução de emissão de gases na preservação do meio ambiente.
            A calculadora de CO2 é utilizada para identificar a emissão de dióxido de carbono (CO2) e mostrar como compensar essa poluição com o plantio de árvores e até mesmo fazer com que os alunos repensem seu padrão de consumo.  Por meio dessa ferramenta, que está disponível gratuitamente na internet, qualquer pessoa pode calcular dados como uso de transporte, energia elétrica e uso de resíduos e saber quanto deve plantar para compensar essas atividades.
            Segundo a professora, os cálculos com os jovens da rede estadual fluminense foram importantes para consciência ambiental coletiva: “Eles não faziam ideia da quantidade de emissão de gases que a nossa rotina impacta no meio ambiente e ficaram reflexivos quando descobriram sobre quantas árvores precisam plantar para compensar as emissões. Logo depois se animaram para calcular a eletricidade e o transporte que usam e como poderiam mitigar o que emitiram”, relata a professora Carolina.
            A ideia da professora Carolina surgiu após participar do curso para professores brasileiros da “Academia de Ação Climática”, uma iniciativa da ONG chilena 2811 em parceria com a Climate-KIC, que tem como objetivo capacitar educadores das redes pública e privada e levar soluções para reduzir os problemas ambientais que atingem o Brasil e o mundo.  Neste ano, participaram do curso, educadores de 21 estados brasileiros.


Professora Carolina de Brito utiliza a calculadora ambiental com alunos da periferia na Zona Oeste do Rio de Janeiro para reforçar os aprendizados de matemática e a conscientização ambiental.


Além de Carolina de Brito, outra professora, que também participou da Academia de Ação Climática, já está trabalhando com estudantes as questões ambientais de forma prática. É a bióloga Andréa Pupo que, com alunos da rede pública estadual de Atibaia, no interior de São Paulo, está trabalhando conteúdos sobre hortas com princípios da agrofloresta, conservação dos recursos hídricos e as consequências de incêndios florestais.

“Eles estão curtindo - e eu também-, porque dá para perceber o interesse e a motivação para participar. Vejo nessa geração a flexibilidade e a criatividade para se adaptar e criar soluções inovadoras para lidar com as crises – hídrica, climática, de biodiversidade - em que vivemos”, detalha Andréa Pupo.

Até agora a Academia de Ação Climática da Plataforma 2811 já capacitou mais de 500 professores na Europa, Estados Unidos e América Latina e mais de 100 no Brasil e Portugal.
Além da participação no curso, os professores brasileiros se juntaram a uma comunidade de educadores focados em sustentabilidade, e receberam o certificado da Climate-KIC (Comunidade de inovação e conhecimento da União Europeia para a ação climática).
A expectativa é treinar cerca de 10 mil professores no mundo até o fim de 2022. A próxima turma no Brasil deve iniciar no primeiro semestre de 2022.

Sobre a 2811
A Plataforma 2811 atua há cinco anos na promoção da inovação social e do desenvolvimento sustentável a partir do espaço acadêmico, trabalhando em parceria com fundações, empresas, organizações da sociedade civil e universidades. Atualmente a ONG atua diferentes países incluindo Chile, Peru, Colômbia, México, Brasil, Estados Unidos e Alemanha.

 
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